Os espiões americanos estão de volta ao serviço sujo. Desde 1995, a CIA está proibida por lei de se meter em espionagem por meios ilegais, contratando criminosos, contrabandistas e mafiosos como informantes. Essas barreiras éticas foram suspensas em nome da necessidade de derrotar o terrorismo. A cidade de Peshawar, na região noroeste do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, é o primeiro alvo do novo modelo de espionagem. Entre seus mercados de rua circulam milhares de refugiados afegãos, de simpatizantes a inimigos do Talibã. São tipos que se oferecem em hotéis como guias, motoristas, tradutores. Eles se misturam a russos veteranos da guerra do Afeganistão, metidos com a máfia moscovita e o tráfico de ópio. É desse contingente de renegados que a espionagem americana espera obter informações que levem a Osama bin Laden e seus comparsas.
Peshawar está imersa naquele clima de desconfiança característico de ambientes que misturam pretensa neutralidade oficial com militância e espionagem. Istambul, na Turquia, e Casablanca, no Marrocos, foram assim durante a II Guerra Mundial. Viena também, antes da anexação da Áustria pelos nazistas. Os serviços de inteligência e espionagem, especialmente os ocidentais, que se tinham tornado estruturas burocráticas desde o fim da Guerra Fria, estão tendo de voltar à velha forma. Não é fácil. Os espiões tradicionais penduraram as chuteiras há um bom tempo. Seus substitutos são chamados de "analistas" e se fiam mais em fotos de satélite e vigilância eletrônica que no aliciamento de informantes ou na infiltração nas linhas inimigas no estilo 007. "Operações que incluem diarréia como modo de vida não ocorrem mais", diz Reuel Marc Gerecht, que trabalhou para a CIA, a agência de serviço secreto americana, durante nove anos.
O prestígio da CIA anda em baixa. O Paquistão fez testes nucleares em 1998 e seus agentes souberam pelos jornais. A CIA não antecipou e, obviamente, não evitou os dois atentados a embaixadas americanas em países africanos nem o ataque ao navio de guerra USS Cole, no Iêmen, atribuídos a Osama bin Laden. Tampouco soou o alarme antes dos vôos suicidas do dia 11 de setembro. O desafio agora é fazer com que os agentes voltem a pisar na lama e a produzir resultados. Mesmo que seja à moda antiga. A moda antiga é a dos golpes de Estado, dos assassinatos e chantagens. Em 1954, no auge da Guerra Fria, os agentes americanos duvidaram da lealdade do então presidente da Guatemala, Jacobo Arbenz, um democrata de méritos intelectuais reconhecidos. Desconfiada de Arbenz, a CIA montou uma farsa. Recrutou mercenários que se fizeram passar por guerrilheiros marxistas agindo no interior do país. Enquanto isso, na capital, uma emissora de rádio dominada pela CIA transmitia boletins falsos sobre o formidável poder bélico dos rebeldes e anunciava o assalto iminente ao palácio presidencial. O Exército leal a Arbenz se acovardou. Em meio à confusão, um oficial aventureiro semi-analfabeto chamado Carlos Castillo Armas, fantoche da CIA, derrubou Arbenz e se nomeou presidente. Obviamente, os tempos são outros, e, mesmo com o sinal verde para atropelar a ética, dificilmente um caso como o de Arbenz se repetiria na América Latina. Na Ásia Central, talvez.
A história da espionagem é cheia de figuras míticas, operações engenhosas e assombrosas traições de lado a lado. O agente da CIA Aldrich Ames talvez seja o maior caso de traição do serviço secreto americano. Encarregado de detectar contra-espionagem soviética, Ames se vendeu à KGB, passando-lhe por 2,7 milhões de dólares o nome de 36 espiões russos, alemães-orientais e poloneses que trabalhavam para os americanos dentro do bloco soviético. Dez deles foram executados pelos russos. Descoberto em 1994, Aldrich Ames foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos. A Inglaterra também teve seus casos famosos na era clássica da espionagem. Talvez o mais bem-sucedido agente duplo da história, o inglês Kim Philby começou a carreira espionando para o MI6, serviço secreto inglês, nos anos 40. Comunista convicto, forneceu durante anos valiosas informações aos soviéticos. Em 1963, já sob forte suspeita, fugiu para Moscou, onde viveu como herói até a morte, em 1988.
O grande nome da espionagem moderna, porém, é o amigo de Philby, Markus Wolf, o "homem sem rosto". Chefe da Stasi, o serviço secreto da antiga Alemanha Oriental, Wolf infiltrou quase 1.000 agentes no Ocidente. Alguns deles em altos postos. Seu maior feito foi ter plantado o espião Günter Guillaume como secretário de Willy Brandt, primeiro-ministro da Alemanha Ocidental. Guillaume foi desmascarado em abril de 1974, e Brandt foi obrigado a renunciar semanas mais tarde. Nunca como agora a CIA desejou tanto dispor de gente com a inclinação e o talento de Philby e Wolf – só que para trabalhar de seu lado no submundo islâmico. Sabe-se que não será fácil. "Não se recrutam pessoas assim numa reunião de escoteiros", diz Donald Hamilton, veterano do escritório de contraterrorismo do Departamento de Estado americano.
Ajuda externa
Os serviços secretos que poderão trocar informações com os espiões americanos e ingleses no combate ao terrorismo.
FSB, DA RÚSSIA - É herdeira do serviço secreto da antiga União Soviética. Embora muitos de seus agentes sejam suspeitos de envolvimento com a máfia e a corrupção, seus arquivos guardam informações sobre o Afeganistão, onde os soviéticos guerrearam por dez anos.
RAW, DA ÍNDIA - Os conflitos com o Paquistão pela região da Caxemira levaram o serviço secreto indiano a manter-se bem informado sobre os movimentos na área. No entanto, desde que o Talibã assumiu o controle do Afeganistão, nenhum agente da RAW pisou no país.
SSI, DO EGITO - É o serviço de inteligência que chegou mais perto da organização Al Qaeda, de Laden, e conseguiu espantar muitos terroristas islâmicos de seu território. Em compensação, a turma de Laden infiltrou-se no governo. O Estado egípcio financiava duas das supostas instituições de caridade que desviavam recursos para os terroristas.
ISI, DO PAQUISTÃO - É a agência que tem maior número de espiões no Afeganistão. Apoiou o Talibã na luta contra os russos e até pouco tempo atrás treinava o pessoal de Laden. Prometeu colaborar com os americanos, mas há dúvidas sobre a confiabilidade das informações que fornece.
domingo, fevereiro 13, 2005
O frustrante dilema do FBI
Como fazer falar os suspeitos sem os torturar é a questão que se coloca à polícia federal americana
O FBI enfrenta neste momento um dilema: os seus agentes não conseguem arrancar informações aos principais suspeitos dos atentados do 11 de Setembro e a lei limita os seus métodos de interrogatório, mesmo que evitem novos ataques.
É "o núcleo duro": são quatro suspeitos principais que sobressaem de um universo das 150 pessoas que se encontram actualmente em detenção, no quadro dos atentados, e que se recusam a cooperar com os investigadores.
A legislação americana diz que é inválida em tribunal toda a informação obtida sob coacção física durante o interrogatório. Um agente que use métodos "musculados" no quadro do seu trabalho pode ser responsabilizado na justiça pelas vítimas ou pelas próprias autoridades.
"É verdade que esta situação causa alguma frustração junto dos inquiridores", diz Peter Crooks, ex-agente do FBI especializado na luta anti-terrorista. Mas, em nenhum caso, tal pode levar o FBI a recorrer à violência. "O dilema existe: os direitos individuais e os interesses da segurança nacional. Mas nós conhecemos a resposta - os direitos individuais são mais importantes que a segurança nacional", diz.
Na opinião de Crooks, com o recurso à violência sobre os suspeitos arrisca-se comprometer fatalmente a confiança da população no FBI, impedindo-a de colaborar com os seus agentes. De facto, os inquiridores dispõem de meios para "fazer falar os suspeitos".
"Um interrogatório cuidadosamente escolhido, com calma, durante um período prolongado, dará melhores resultados" do que o exercício de pressão sobre o indivíduo, explica Anthony Cordesman, especialista do FBI no Centro de Estratégico e Estudos Internacionais. Em seu entender, mais que os métodos "musculados", o FBI assiste a um alargamento dos seus métodos de vigilância com o aumento das suas capacidade de submeter o seu suspeito a escutas, como prevê a legislação antiterrorista que será aprovada pelo Congresso.
O professor Robert Jervis, especialista da luta antiterrorista na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, afirma que a pressão sobre os suspeitos pode justificar-se em caso de guerra, como foi o caso da França durante a guerra com a Argélia ou em Israel, contra os palestinianos. "É preciso ter muito boas razões para crer que o suspeito sabe onde será colocada a próxima bomba", afirma. Mas, acrescenta, "a opinião pública americana nunca permitirá que os agentes usem estes métodos e isso seria um desastre para o FBI".
Segundo o "Washington Post", os principais suspeitos que se recusam a falar são Zacarias Moussaoui, Ayoub Ali Khan, Nabil Marabh e Mohammed Jawid Azmath.
O FBI enfrenta neste momento um dilema: os seus agentes não conseguem arrancar informações aos principais suspeitos dos atentados do 11 de Setembro e a lei limita os seus métodos de interrogatório, mesmo que evitem novos ataques.
É "o núcleo duro": são quatro suspeitos principais que sobressaem de um universo das 150 pessoas que se encontram actualmente em detenção, no quadro dos atentados, e que se recusam a cooperar com os investigadores.
A legislação americana diz que é inválida em tribunal toda a informação obtida sob coacção física durante o interrogatório. Um agente que use métodos "musculados" no quadro do seu trabalho pode ser responsabilizado na justiça pelas vítimas ou pelas próprias autoridades.
"É verdade que esta situação causa alguma frustração junto dos inquiridores", diz Peter Crooks, ex-agente do FBI especializado na luta anti-terrorista. Mas, em nenhum caso, tal pode levar o FBI a recorrer à violência. "O dilema existe: os direitos individuais e os interesses da segurança nacional. Mas nós conhecemos a resposta - os direitos individuais são mais importantes que a segurança nacional", diz.
Na opinião de Crooks, com o recurso à violência sobre os suspeitos arrisca-se comprometer fatalmente a confiança da população no FBI, impedindo-a de colaborar com os seus agentes. De facto, os inquiridores dispõem de meios para "fazer falar os suspeitos".
"Um interrogatório cuidadosamente escolhido, com calma, durante um período prolongado, dará melhores resultados" do que o exercício de pressão sobre o indivíduo, explica Anthony Cordesman, especialista do FBI no Centro de Estratégico e Estudos Internacionais. Em seu entender, mais que os métodos "musculados", o FBI assiste a um alargamento dos seus métodos de vigilância com o aumento das suas capacidade de submeter o seu suspeito a escutas, como prevê a legislação antiterrorista que será aprovada pelo Congresso.
O professor Robert Jervis, especialista da luta antiterrorista na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, afirma que a pressão sobre os suspeitos pode justificar-se em caso de guerra, como foi o caso da França durante a guerra com a Argélia ou em Israel, contra os palestinianos. "É preciso ter muito boas razões para crer que o suspeito sabe onde será colocada a próxima bomba", afirma. Mas, acrescenta, "a opinião pública americana nunca permitirá que os agentes usem estes métodos e isso seria um desastre para o FBI".
Segundo o "Washington Post", os principais suspeitos que se recusam a falar são Zacarias Moussaoui, Ayoub Ali Khan, Nabil Marabh e Mohammed Jawid Azmath.
domingo, fevereiro 06, 2005
A origem do Carnaval
O Carnaval, essa festa que arrebata multidões para as ruas, promove desfiles suntuosos, comelança, excessos em geral e também muita violência, liberalidade sexual etc. Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se esbaldar com comidas e festa antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito:
"O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comelança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), ticamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday).
" (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade) Em contra partida vemos que isso era apenas um pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodóxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.
"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Papas algumas vezes serviam de patronos, então os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval era assimilado como o último festival antes da ascensão da Quaresma.
A tradição do Carnaval ainda é comemorada na Bélgica, Itália, França e Alemanha. No hemisfério Ocidental, o principal carnaval acontece no Rio de Janeiro, Brasil (desde 1840) e a Mardi Gras em New Orleans, E.U.A. (dede 1857).
Pré-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reunímos o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Cristãos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; a festa medieval dos idiotas inclui uma missa blasfemiosa; e durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente supensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal.
Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria.
A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:
"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)Essa descrição da Bacchanalia encaixa como uma luva em Carnaval
"Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine.
"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor.""O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)O Festival Dionisiano então, não parecer ser a mesma coisa que a Bacchanalia e o Carnaval? Nós, os Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos, na verdade um demônio. Pense nisso.
"O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comelança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), ticamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday).
" (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade) Em contra partida vemos que isso era apenas um pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodóxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.
"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Papas algumas vezes serviam de patronos, então os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval era assimilado como o último festival antes da ascensão da Quaresma.
A tradição do Carnaval ainda é comemorada na Bélgica, Itália, França e Alemanha. No hemisfério Ocidental, o principal carnaval acontece no Rio de Janeiro, Brasil (desde 1840) e a Mardi Gras em New Orleans, E.U.A. (dede 1857).
Pré-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reunímos o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Cristãos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; a festa medieval dos idiotas inclui uma missa blasfemiosa; e durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente supensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal.
Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria.
A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:
"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)Essa descrição da Bacchanalia encaixa como uma luva em Carnaval
"Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine.
"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor.""O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)O Festival Dionisiano então, não parecer ser a mesma coisa que a Bacchanalia e o Carnaval? Nós, os Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos, na verdade um demônio. Pense nisso.
sábado, janeiro 29, 2005
Távola Redonda do rei Arthur
No grande Átrio do Castelo Real de Winchester (antiga Inglaterra), está suspensa na parede a távola redonda do rei Arthur, com seis metros de diâmetro e o peso de uma tonelada. A távola redonda contém os nomes dos cavaleiros do rei. A peça central da corte de Artur fora a Távola Redonda que simbolizava a expansão do poder e da glória por todo o Mundo. Em termos reais era muito mais do que isso.
Tratava-se de uma força em prol da harmonia e da fraternidade. Era um antídoto contra a inveja, a ambição, a ânsia da supremacia e do poder – defeitos humanos que caracterizavam a mentalidade na Idade Média.
Alguns pesquisadores asseguram que a távola redonda fora um presente para o rei Arthur, construída por um carpinteiro da Cornualha e sua forma redonda teria um fim: evitar disputas pelos leais cavaleiros do rei.
Outro relato mais conhecido assegura que foi José de Arimatéia o primeiro guardião do Santo Graal que construiu a távola do Graal para comemorar a última ceia, com um assento sempre vago para representar o então traidor Judas Iscariote.
No entanto existem outros relatos que dizem: que o assento vago na távola redonda do rei Arthur pertencia a Jesus Cristo e só um cavaleiro capaz de recuperar o Santo Graal, teria o direito de ocupar este lugar vago.
Segundo alguns escritores a távola redonda foi construída por um carpinteiro, este era o pai de Guinevere. A távola foi presente do carpinteiro a Arthur em forma de dote quando este se casou com Guinevere, e foi Merlin quem escolheu os cavaleiros para que se sentassem a ela, e então, predisse a busca do Santo Graal.
A Távola Redonda também, segundo alguns pesquisadores representa o símbolo cósmico do todo, com o Graal em seu centro místico e os doze leais cavaleiros representando os signos do zodíaco.
Em 1976, a távola redonda foi alvo de uma extensiva investigação científica, até então a távola teria sido datada pelo carbono 14 como existente desde 1463 e provavelmente pintada pelo rei Henrique VIII em 1522.
Agora, com a tecnologia mais avançada, o método do radiocarbono (carbono 14), e o estudo da carpintaria prática mais especializada foi revelado que a távola redonda foi construída em 1270, no início do reinado do rei Edward.
Sabe-se que o rei Edward tinha grande interesse pelas histórias arturianas e teria ido a Glastonbury junto com sua consorte Lady Eleanor para celebrarem a Páscoa e ir também na abadia, onde ordenou que abrissem o túmulo de Arthur.
A Távola Redonda sabe-se, que provavelmente fora usada em muitos torneios que o rei Edward gostava de realizar.
As lendas arturianas adaptavam-se bem aos ideais das cruzadas e da cavalaria que despontaram nos séc. XI, XII e XIII. Os cavaleiros de Artur serviam de modelo a todos os guerreiros como cruzados triunfantes em busca do Santo Graal, o cálice utilizado por Jesus Cristo na última ceia.
Mas a crença de que o rei não morreu e regressará com os seus cavaleiros, a fim de retomar a luta contra os males do mundo continua viva...
Tratava-se de uma força em prol da harmonia e da fraternidade. Era um antídoto contra a inveja, a ambição, a ânsia da supremacia e do poder – defeitos humanos que caracterizavam a mentalidade na Idade Média.
Alguns pesquisadores asseguram que a távola redonda fora um presente para o rei Arthur, construída por um carpinteiro da Cornualha e sua forma redonda teria um fim: evitar disputas pelos leais cavaleiros do rei.
Outro relato mais conhecido assegura que foi José de Arimatéia o primeiro guardião do Santo Graal que construiu a távola do Graal para comemorar a última ceia, com um assento sempre vago para representar o então traidor Judas Iscariote.
No entanto existem outros relatos que dizem: que o assento vago na távola redonda do rei Arthur pertencia a Jesus Cristo e só um cavaleiro capaz de recuperar o Santo Graal, teria o direito de ocupar este lugar vago.
Segundo alguns escritores a távola redonda foi construída por um carpinteiro, este era o pai de Guinevere. A távola foi presente do carpinteiro a Arthur em forma de dote quando este se casou com Guinevere, e foi Merlin quem escolheu os cavaleiros para que se sentassem a ela, e então, predisse a busca do Santo Graal.
A Távola Redonda também, segundo alguns pesquisadores representa o símbolo cósmico do todo, com o Graal em seu centro místico e os doze leais cavaleiros representando os signos do zodíaco.
Em 1976, a távola redonda foi alvo de uma extensiva investigação científica, até então a távola teria sido datada pelo carbono 14 como existente desde 1463 e provavelmente pintada pelo rei Henrique VIII em 1522.
Agora, com a tecnologia mais avançada, o método do radiocarbono (carbono 14), e o estudo da carpintaria prática mais especializada foi revelado que a távola redonda foi construída em 1270, no início do reinado do rei Edward.
Sabe-se que o rei Edward tinha grande interesse pelas histórias arturianas e teria ido a Glastonbury junto com sua consorte Lady Eleanor para celebrarem a Páscoa e ir também na abadia, onde ordenou que abrissem o túmulo de Arthur.
A Távola Redonda sabe-se, que provavelmente fora usada em muitos torneios que o rei Edward gostava de realizar.
As lendas arturianas adaptavam-se bem aos ideais das cruzadas e da cavalaria que despontaram nos séc. XI, XII e XIII. Os cavaleiros de Artur serviam de modelo a todos os guerreiros como cruzados triunfantes em busca do Santo Graal, o cálice utilizado por Jesus Cristo na última ceia.
Mas a crença de que o rei não morreu e regressará com os seus cavaleiros, a fim de retomar a luta contra os males do mundo continua viva...
Avalon ou Glastonbury
Castelos e fortificações de pedra compõem boa parte da paisagem da Inglaterra rural. Em muitos deles, a passagem do Rei Arthur e de seus leais cavaleiros da Távola Redonda com seus feitos nobres deixou marcas, ajudando a construir suas histórias.
Mas é no sudoeste da Inglaterra, a 150 km de Londres, na cidadezinha de Glastonbury (um dos lugares mais sagrados da Inglaterra) que expedições arqueológicas encontraram não só vestígios de um Arthur em carne e osso como também do seu refúgio, a lendária Ilha de Avalon.
Para muitos respeitáveis estudiosos, porém, não há dúvidas de que a pacata e bucólica Glastonbury de hoje foi outrora a mítica Ilha de Avalon e atrai visitantes de todos os gêneros: românticos fascinados pela história do rei Arthur, peregrinos à procura da herança da antiga religião, místicos em busca do Santo Graal, em busca da energia que emana de Stonehenge que era ligada ao antigo rio Avalon, ainda quando Glastonbury era rodeada por pântanos, enquanto; os astrólogos são seduzidos pela existência de um zodíaco na paisagem, chamado Templo das Estrelas de Glastonbury por Katherine Maltwood.
Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon também chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro. O nome Avalon tem origem no semi-deus celta Avalloc. Os Celtas a consideravam uma passagem para outro nível de existência.
Segundo pesquisadores, Avalon ainda pertencia ao mundo, a comunidade de lá convivia pacificamente com os cristãos, que ali chegaram pedindo abrigo. Foram acolhidos com a condição de que não interferissem nos cultos e nas tradições antigas. Diz-se que padre José de Arimatéia levou o cálice Graal contendo o sangue de Jesus para a ilha de Avalon (Glastonbury com seus pântanos atualmente drenados).
Em Avalon havia suas deusas e deuses, vivia em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, seguindo as mudanças das estações do ano, os ciclos da lua com seus antigos rituais. Viviam lá as Sacerdotisas da Lua e aprendizes dos mistérios e forças da natureza, conheciam a magia, as ervas para curar, os segredos do céu e das estrelas e a música principalmente...Em Avalon onde tudo florescia era iluminada pelo sol.
Entretanto, com o passar do tempo, os padres (não José de Arimatéia, que se “dizia”, teria uma concepção contrária de outros padres) começaram a ver os cultos pagãos como profanos, dizendo que em seus rituais o demônio era adorado, condenando-os. Muitas comunidades pagãs foram destruídas, e a partir de 391, com a consolidação do cristianismo como religião oficial do Império Romano, as perseguições tornaram-se maiores e os cultos pagãos foram totalmente proibidos.
Avalon é uma ilha sagrada. Há muitas eras, pertencia ao mundo, mas hoje, está entre a Terra e o Reino Encantado, cercado pelas brumas que encobrem a ilha e a separa do mundo dos homens.
Inúmeros sítios místicos da Bretanha envolvem uma história particularmente rica e variada, figurando em cultura druida, cristãos, cultos celtas, no ciclo arturiano e na espiritualidade da Nova Era. No entanto, mesmo as associações mais antigas são relativamente novas, se comparadas com os primórdios dos marcos sagrados. Há 6 mil anos ou mais, alguns desses sítios constituíam o solo sagrado de um povo mais remoto – os adoradores neolíticos da Deusa-Mãe.
A Deusa, uma divindade da mãe-terra reverenciada pelas sociedades primitivas em muitas partes do mundo, aparentemente teve seus seguidores na Inglaterra. Em Silbury Hill há uma enorme colina perto de Stonehenge, que teria representado o ventre da deusa grávida. Para erguê-la, seus construtores teriam feito um esforço prodigioso, arrastando cerca de 36 milhões de cestas cheias de terra, durante 15 anos.
A pedra-ovo, considerada símbolo da poderosa mãe cósmica pode possuir uma energia própria: Dowsers afirma que ela emite fortes vibrações. Com quase 40 metros de altura, uma estrutura artificial pré-histórica que alguns historiadores acreditam que ela representasse um olho, um símbolo usual da deusa-mãe. O morro em si seria a íris e o círculo em seu topo, a pupila.
A 1,50 quilômetro a leste de Glastonbury, ergue-se a mais de 150 metros de altitude outra colossal gravidez da terra, o Tor, um cone extraordinário, visível de todas as direções em um raio de mais de 30 quilômetros.
Ao redor de suas encostas os terraços construídos pelos homens formam um imenso labirinto que se enrosca até o corpo. Alguns pesquisadores acreditam que esses caminhos tortuosos foram projetados para a prática de rituais pagãos, na pré-história.
O Tor é coroado pela torre em ruínas de uma igreja dedicada a São Miguel, um célebre caçador de dragões e inimigo dos espíritos do mal.
Os monges medievais erigiram a igreja com o intuito de cristianizar o local e erradicar seus vínculos com reis e deuses pagãos.
O que na minha opinião, este tipo de estratégia nunca funcionou, pois a fé está dentro de nossos corações, em nossos pensamentos e a natureza é a nossa razão principal, não serão templos erguidos pelas mãos de mortais que irão fazer de nós pessoas boas ou ruins.
Cito aqui uma mensagem que tive o prazer de ler no livro da Marion (As Brumas de Avalon) em que diz: Morgana fala...
A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e Inferno e danação...
Segundo uma lenda celta, a entrada para Annwn, a morada subterrânea das fadas, pode ser encontrada através de túneis e câmaras naturais localizadas debaixo do Tor. Seria através desse portal que Gwynn ap Nudd, rei das fadas, teria partido em caçadas selvagens para encontrar e roubar os espíritos dos mortos.
O Tor de Glastonbury é inconfundível em uma vista aérea. Sobressai de tal maneira na paisagem, que induziu à hipótese de ter servido como referência para a aterrissagem de discos voadores. “Tor” em celta significa Portal, passagem; estaria ali o umbral que permite a passagem do nosso mundo para a ilha sagrada de Avalon.
Uma tradição milenar relata também que está em Glastonbury (antiga Ilha de Avalon) o Poço do Cálice Sagrado (Chalice Well), onde José de Arimatéia, amigo e protetor de Cristo, no ano 37 d.C., teria escondido o Santo Graal, o cálice da Santa Ceia, contendo o sangue de Jesus. O poço fica nas proximidades da colina de Tor.
É um lugar muito apreciado para meditação. De uma fonte, sai uma água pura e cristalina com propriedades medicinais. O sangue do cálice teria sacralizado e tingido a água pura do poço.
Esta é realmente vermelha. Segundo cientistas, devido ao alto teor de ferro no solo. Para os turistas e locais, beber as águas do "Chalice Well" é beber da própria fonte da juventude.
Enfim, Glastonbury é um berço sagrado que abriga muitos mistérios...
Mas é no sudoeste da Inglaterra, a 150 km de Londres, na cidadezinha de Glastonbury (um dos lugares mais sagrados da Inglaterra) que expedições arqueológicas encontraram não só vestígios de um Arthur em carne e osso como também do seu refúgio, a lendária Ilha de Avalon.
Para muitos respeitáveis estudiosos, porém, não há dúvidas de que a pacata e bucólica Glastonbury de hoje foi outrora a mítica Ilha de Avalon e atrai visitantes de todos os gêneros: românticos fascinados pela história do rei Arthur, peregrinos à procura da herança da antiga religião, místicos em busca do Santo Graal, em busca da energia que emana de Stonehenge que era ligada ao antigo rio Avalon, ainda quando Glastonbury era rodeada por pântanos, enquanto; os astrólogos são seduzidos pela existência de um zodíaco na paisagem, chamado Templo das Estrelas de Glastonbury por Katherine Maltwood.
Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon também chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro. O nome Avalon tem origem no semi-deus celta Avalloc. Os Celtas a consideravam uma passagem para outro nível de existência.
Segundo pesquisadores, Avalon ainda pertencia ao mundo, a comunidade de lá convivia pacificamente com os cristãos, que ali chegaram pedindo abrigo. Foram acolhidos com a condição de que não interferissem nos cultos e nas tradições antigas. Diz-se que padre José de Arimatéia levou o cálice Graal contendo o sangue de Jesus para a ilha de Avalon (Glastonbury com seus pântanos atualmente drenados).
Em Avalon havia suas deusas e deuses, vivia em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, seguindo as mudanças das estações do ano, os ciclos da lua com seus antigos rituais. Viviam lá as Sacerdotisas da Lua e aprendizes dos mistérios e forças da natureza, conheciam a magia, as ervas para curar, os segredos do céu e das estrelas e a música principalmente...Em Avalon onde tudo florescia era iluminada pelo sol.
Entretanto, com o passar do tempo, os padres (não José de Arimatéia, que se “dizia”, teria uma concepção contrária de outros padres) começaram a ver os cultos pagãos como profanos, dizendo que em seus rituais o demônio era adorado, condenando-os. Muitas comunidades pagãs foram destruídas, e a partir de 391, com a consolidação do cristianismo como religião oficial do Império Romano, as perseguições tornaram-se maiores e os cultos pagãos foram totalmente proibidos.
Avalon é uma ilha sagrada. Há muitas eras, pertencia ao mundo, mas hoje, está entre a Terra e o Reino Encantado, cercado pelas brumas que encobrem a ilha e a separa do mundo dos homens.
Inúmeros sítios místicos da Bretanha envolvem uma história particularmente rica e variada, figurando em cultura druida, cristãos, cultos celtas, no ciclo arturiano e na espiritualidade da Nova Era. No entanto, mesmo as associações mais antigas são relativamente novas, se comparadas com os primórdios dos marcos sagrados. Há 6 mil anos ou mais, alguns desses sítios constituíam o solo sagrado de um povo mais remoto – os adoradores neolíticos da Deusa-Mãe.
A Deusa, uma divindade da mãe-terra reverenciada pelas sociedades primitivas em muitas partes do mundo, aparentemente teve seus seguidores na Inglaterra. Em Silbury Hill há uma enorme colina perto de Stonehenge, que teria representado o ventre da deusa grávida. Para erguê-la, seus construtores teriam feito um esforço prodigioso, arrastando cerca de 36 milhões de cestas cheias de terra, durante 15 anos.
A pedra-ovo, considerada símbolo da poderosa mãe cósmica pode possuir uma energia própria: Dowsers afirma que ela emite fortes vibrações. Com quase 40 metros de altura, uma estrutura artificial pré-histórica que alguns historiadores acreditam que ela representasse um olho, um símbolo usual da deusa-mãe. O morro em si seria a íris e o círculo em seu topo, a pupila.
A 1,50 quilômetro a leste de Glastonbury, ergue-se a mais de 150 metros de altitude outra colossal gravidez da terra, o Tor, um cone extraordinário, visível de todas as direções em um raio de mais de 30 quilômetros.
Ao redor de suas encostas os terraços construídos pelos homens formam um imenso labirinto que se enrosca até o corpo. Alguns pesquisadores acreditam que esses caminhos tortuosos foram projetados para a prática de rituais pagãos, na pré-história.
O Tor é coroado pela torre em ruínas de uma igreja dedicada a São Miguel, um célebre caçador de dragões e inimigo dos espíritos do mal.
Os monges medievais erigiram a igreja com o intuito de cristianizar o local e erradicar seus vínculos com reis e deuses pagãos.
O que na minha opinião, este tipo de estratégia nunca funcionou, pois a fé está dentro de nossos corações, em nossos pensamentos e a natureza é a nossa razão principal, não serão templos erguidos pelas mãos de mortais que irão fazer de nós pessoas boas ou ruins.
Cito aqui uma mensagem que tive o prazer de ler no livro da Marion (As Brumas de Avalon) em que diz: Morgana fala...
A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e Inferno e danação...
Segundo uma lenda celta, a entrada para Annwn, a morada subterrânea das fadas, pode ser encontrada através de túneis e câmaras naturais localizadas debaixo do Tor. Seria através desse portal que Gwynn ap Nudd, rei das fadas, teria partido em caçadas selvagens para encontrar e roubar os espíritos dos mortos.
O Tor de Glastonbury é inconfundível em uma vista aérea. Sobressai de tal maneira na paisagem, que induziu à hipótese de ter servido como referência para a aterrissagem de discos voadores. “Tor” em celta significa Portal, passagem; estaria ali o umbral que permite a passagem do nosso mundo para a ilha sagrada de Avalon.
Uma tradição milenar relata também que está em Glastonbury (antiga Ilha de Avalon) o Poço do Cálice Sagrado (Chalice Well), onde José de Arimatéia, amigo e protetor de Cristo, no ano 37 d.C., teria escondido o Santo Graal, o cálice da Santa Ceia, contendo o sangue de Jesus. O poço fica nas proximidades da colina de Tor.
É um lugar muito apreciado para meditação. De uma fonte, sai uma água pura e cristalina com propriedades medicinais. O sangue do cálice teria sacralizado e tingido a água pura do poço.
Esta é realmente vermelha. Segundo cientistas, devido ao alto teor de ferro no solo. Para os turistas e locais, beber as águas do "Chalice Well" é beber da própria fonte da juventude.
Enfim, Glastonbury é um berço sagrado que abriga muitos mistérios...
terça-feira, janeiro 18, 2005
Quantidade de luz solar na Terra 'é cada vez menor'
Cientistas acreditam que a Terra está recebendo uma quantidade cada vez menor de energia solar – e que, paradoxicalmente, isto pode ser resultado do aquecimento global.
Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após terem analisado medições da luz solar colhidas nos últimos 50 anos.
Eles suspeitam que a redução do nível de luz solar se deva à poluição atmosférica.
Partículoas sólidas lançadas ao ar por atividades poluentes – como cinzas e fuligem – refletem a luz de volta para o espaço, impedindo com que ela chegue à terra.
Além disso, a poluição também modifica as propriedades óticas das nuvens, aumentando a sua capacidade de refletir os raios de Sol de volta para o espaço.
Repercussão
O primeiro cientista a observar o fenômeno da redução do nível de luz solar foi o britânico Gerry Stanhill, que comparou dados obtidos em Israel na década de 1950 com medições mais recentes e encontrou uma queda de 22%.
A partir daí, ele procurou dados semelhantes sobre outros países e observou que a redução também se observava em vários outros lugares.
Em partes da antiga União Soviética, ela chaga a 30%, na Grã-Bretanha, a 16%, nos Estados Unidos, a 10%.
Embora a variação seja grande de lugar a lugar, a estimativa é que o declínio tenha sido de 1% a 2% por década em um período de 50 anos.
Seu trabalho, publicado em 2001, não teve grande repercussão, mas os resultados foram reforçados agora por uma equipe de pesquisadores australianos que utilizou métodos totalmente diferentes para avaliar a quantidade de luz solar que chega à Terra.
O fenômeno está sendo chamado de “turvação global”.
Subestimação
Os cientistas agora temem que isto esteja fazendo com que menos luz solar chegue aos oceanos, o que pode afetar o padrão da ocorrência de chuvas no planeta.
Há quem sugira que a turvação global esteja por trás das secas que causaram centenas de milhares de mortes na África sub-saariana nos anos 1970 e 1980.
Alguns dados preocupantes insinuam que algo parecido pode estar acontecendo agora na Ásia, onve vive metade da população mundial.
Uma outra conclusão suscitada pela descoberta é que os cientistas podem ter subestimado o poder do efeito estufa.
Muitos especialistas acham surpreendente que a energia extra acumulada na atmosfera terrestre pelas emissões extras de dióxido de carbono só tenha causado um aumento de temperatura da ordem de 0,6 grau centígrado.
Acredita-se que, na Era Glacial, quando houve um aumento parecido de CO2, a temperatura tenha subido 6 graus.
Mas agora está ficando aparente que o aumento da temperatura causada pelo CO2 em excesso pode ter sido amenizado pelo esfriamento causado pela redução do nível de radiação solar que chega à Terra.
Isto indica que o clima pode ser muito mais sensível ao efeito estufa do que se pensava anteriormente.
Má notícia
Se este for o caso, aí então se trata de uma má notícia, segundo o climatologista Peter Cox.
Do jeito que as coisas estão se encaminhando, estima-se que os níveis de dióxido de carbono vão continuar subindo de forma acentuada nas próximas décadas, enquanto há sinais encorajadores de que a emissão de partículas sólidas na atmosfera está sendo colocada sob controle.
“A implicação é que vamos, ao mesmo tempo, reduzir o poluente que causa o esfriamento e aumentar o que causa o aquecimento, e isso será um problema”, diz Cox.
Mesmo as mais pessimistas projeções sobre o futuro do clima global teriam então que ser revisadas para cima, o que significaria que um aumento de 10 graus centígrados por volta de 2100 não seria de todo inimaginável.
Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após terem analisado medições da luz solar colhidas nos últimos 50 anos.
Eles suspeitam que a redução do nível de luz solar se deva à poluição atmosférica.
Partículoas sólidas lançadas ao ar por atividades poluentes – como cinzas e fuligem – refletem a luz de volta para o espaço, impedindo com que ela chegue à terra.
Além disso, a poluição também modifica as propriedades óticas das nuvens, aumentando a sua capacidade de refletir os raios de Sol de volta para o espaço.
Repercussão
O primeiro cientista a observar o fenômeno da redução do nível de luz solar foi o britânico Gerry Stanhill, que comparou dados obtidos em Israel na década de 1950 com medições mais recentes e encontrou uma queda de 22%.
A partir daí, ele procurou dados semelhantes sobre outros países e observou que a redução também se observava em vários outros lugares.
Em partes da antiga União Soviética, ela chaga a 30%, na Grã-Bretanha, a 16%, nos Estados Unidos, a 10%.
Embora a variação seja grande de lugar a lugar, a estimativa é que o declínio tenha sido de 1% a 2% por década em um período de 50 anos.
Seu trabalho, publicado em 2001, não teve grande repercussão, mas os resultados foram reforçados agora por uma equipe de pesquisadores australianos que utilizou métodos totalmente diferentes para avaliar a quantidade de luz solar que chega à Terra.
O fenômeno está sendo chamado de “turvação global”.
Subestimação
Os cientistas agora temem que isto esteja fazendo com que menos luz solar chegue aos oceanos, o que pode afetar o padrão da ocorrência de chuvas no planeta.
Há quem sugira que a turvação global esteja por trás das secas que causaram centenas de milhares de mortes na África sub-saariana nos anos 1970 e 1980.
Alguns dados preocupantes insinuam que algo parecido pode estar acontecendo agora na Ásia, onve vive metade da população mundial.
Uma outra conclusão suscitada pela descoberta é que os cientistas podem ter subestimado o poder do efeito estufa.
Muitos especialistas acham surpreendente que a energia extra acumulada na atmosfera terrestre pelas emissões extras de dióxido de carbono só tenha causado um aumento de temperatura da ordem de 0,6 grau centígrado.
Acredita-se que, na Era Glacial, quando houve um aumento parecido de CO2, a temperatura tenha subido 6 graus.
Mas agora está ficando aparente que o aumento da temperatura causada pelo CO2 em excesso pode ter sido amenizado pelo esfriamento causado pela redução do nível de radiação solar que chega à Terra.
Isto indica que o clima pode ser muito mais sensível ao efeito estufa do que se pensava anteriormente.
Má notícia
Se este for o caso, aí então se trata de uma má notícia, segundo o climatologista Peter Cox.
Do jeito que as coisas estão se encaminhando, estima-se que os níveis de dióxido de carbono vão continuar subindo de forma acentuada nas próximas décadas, enquanto há sinais encorajadores de que a emissão de partículas sólidas na atmosfera está sendo colocada sob controle.
“A implicação é que vamos, ao mesmo tempo, reduzir o poluente que causa o esfriamento e aumentar o que causa o aquecimento, e isso será um problema”, diz Cox.
Mesmo as mais pessimistas projeções sobre o futuro do clima global teriam então que ser revisadas para cima, o que significaria que um aumento de 10 graus centígrados por volta de 2100 não seria de todo inimaginável.
Mulheres são menos aptas para ciências, diz presidente de Harvard
O presidente da Universidade de Harvard causou polêmica entre acadêmicos ao sugerir que as mulheres têm menos capacidade em ciência e em matemática do que os homens.
O ex-secretário do Tesouro americano Lawrence Summers disse que um sexo supera o outro devido a características genéticas, e não somente por experiência, segundo informações do jornal Boston Herald.
Vários convidados deixaram o local da conferência de que Summers participava depois de ouvir os comentários.
Summers disse depois que a falta de acadêmicas mulheres se devia também aos deveres maternos, o que dificultaria o trabalho de 80 horas por semana necessário para pesquisas.
Provocação
Summers disse que a teoria de que os homens são naturalmente mais capazes que as mulheres em ciências é baseada em uma pesquisa, e não em sua opinião pessoal.
Meninos tiram melhores notas que meninas, e, segundo ele, essa diferença deveria ser investigada.
Richard Freeman, organizador da conferência que aconteceu no Escritório Nacional de Pesquisa Econômica em Cambridge, Massachusetts, disse que Summers tinha recebido instruções para ser provocativo.
Mas Nancy Hopkins, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, disse que, se não tivesse deixado o local antes do final da conferência, "teria desmaiado ou vomitado".
"Minhas considerações foram mal interpretadas sugerindo que eu disse que falta habilidade para as mulheres conseguirem alcançar sucesso níveis altos da matemática e da ciência. Eu não disse isso, e nem acredito nisso", disse Summers.
"Eu tenho um compromisso ao progresso das mulheres nas ciências, e todos nós temos um papel crucial em acelerar esse progresso até o final."
Ele adicionou que "quanto mais trabalharmos para pesquisar e entender a situação, são melhores as oportunidades para um sucesso de longo prazo".
Summers é presidente de Harvard desde 2001, tendo feito parte anteriormente do governo do ex-presidente americano Bill Clinton.
O ex-secretário do Tesouro americano Lawrence Summers disse que um sexo supera o outro devido a características genéticas, e não somente por experiência, segundo informações do jornal Boston Herald.
Vários convidados deixaram o local da conferência de que Summers participava depois de ouvir os comentários.
Summers disse depois que a falta de acadêmicas mulheres se devia também aos deveres maternos, o que dificultaria o trabalho de 80 horas por semana necessário para pesquisas.
Provocação
Summers disse que a teoria de que os homens são naturalmente mais capazes que as mulheres em ciências é baseada em uma pesquisa, e não em sua opinião pessoal.
Meninos tiram melhores notas que meninas, e, segundo ele, essa diferença deveria ser investigada.
Richard Freeman, organizador da conferência que aconteceu no Escritório Nacional de Pesquisa Econômica em Cambridge, Massachusetts, disse que Summers tinha recebido instruções para ser provocativo.
Mas Nancy Hopkins, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, disse que, se não tivesse deixado o local antes do final da conferência, "teria desmaiado ou vomitado".
"Minhas considerações foram mal interpretadas sugerindo que eu disse que falta habilidade para as mulheres conseguirem alcançar sucesso níveis altos da matemática e da ciência. Eu não disse isso, e nem acredito nisso", disse Summers.
"Eu tenho um compromisso ao progresso das mulheres nas ciências, e todos nós temos um papel crucial em acelerar esse progresso até o final."
Ele adicionou que "quanto mais trabalharmos para pesquisar e entender a situação, são melhores as oportunidades para um sucesso de longo prazo".
Summers é presidente de Harvard desde 2001, tendo feito parte anteriormente do governo do ex-presidente americano Bill Clinton.
As mortes e a vida de Wilbert
Em fevereiro de 1961, Wilbert Rideau, um negro de 19 anos, entrou num banco em Lake Charles, na Louisiania, e saiu com US$ 14 mil e três empregados como reféns.
Na saída da cidade ele entrou numa estrada de terra e atirou em dois deles. Um, ferido, pulou no pântano e escapou. A segunda vítima levou um tiro no pescoço, fingiu de morta e também sobreviveu.
A terceira, Julia Ferguson, caixa do banco, morreu com uma facada no coração e a garganta cortada. Wilbert foi preso e condenado à morte por um júri só de brancos.
Cortes superiores constataram irregularidades constitucionais e anularam o julgamento.
Wilbert foi julgado e condenado à morte mais duas vezes. Neste sábado, depois do quarto julgamento, o júri mudou a categoria do homicídio de doloso para culposo e soltou Wilbert. No doloso há intenção ou premeditação de matar. No culposo não e a pena máxima é 21 anos.
Wilbert, aos 62 anos, é um homem livre.
Ele passou 44 anos na prisão e, de semi-analfabeto tornou-se jornalista e editor do jornal da penitenciária. Entre outros prêmios, ganhou o Polk, um dos mais cobiçados do jornalismo americano. Wilbert distinguiu-se não só pela qualidade de suas matérias, como pelas suas campanhas de alfabetização nas prisões. Ele foi também co-diretor do documentário The Farm: Angola, USA, que concorreu ao Oscar. E, como prisioneiro, foi exemplar.
Um dos depoimentos mais incriminadores contra Wilbert foi dado pela refém que se fingiu de morta. Ela disse que ouviu Julia Ferguson implorar a Wilbert que não a matasse, mas ele foi implacável e, antes de esfaqueá-la, teria dito: "Não se preocupe. Vai ser rápido e tranqüilo".
Wilbert admitiu o crime, mas negou o diálogo e que tivesse qualquer intenção de matar ou mesmo de fazer reféns. Contou que o plano dele era trancá-los no cofre, mas um telefonema complicou o assalto e ele decidiu levar os três empregados.
Planejava soltá-los na saída da cidade mas quando diminuiu a velocidade os três pularam do carro e sairam correndo. No pânico, disse Wilbert, ele matou.
Martin Luther King , cujo aniversário foi comemorado ontem, ainda estava vivo quando Wilbert Rideau foi condenado à morte.
Na época não houve nenhum protesto contra o júri só de brancos. Luther King nem se manifestou sobre o caso, mas se não fossem as mudanças provocadas por ele, Wilbert já teria sido executado.
Na saída da cidade ele entrou numa estrada de terra e atirou em dois deles. Um, ferido, pulou no pântano e escapou. A segunda vítima levou um tiro no pescoço, fingiu de morta e também sobreviveu.
A terceira, Julia Ferguson, caixa do banco, morreu com uma facada no coração e a garganta cortada. Wilbert foi preso e condenado à morte por um júri só de brancos.
Cortes superiores constataram irregularidades constitucionais e anularam o julgamento.
Wilbert foi julgado e condenado à morte mais duas vezes. Neste sábado, depois do quarto julgamento, o júri mudou a categoria do homicídio de doloso para culposo e soltou Wilbert. No doloso há intenção ou premeditação de matar. No culposo não e a pena máxima é 21 anos.
Wilbert, aos 62 anos, é um homem livre.
Ele passou 44 anos na prisão e, de semi-analfabeto tornou-se jornalista e editor do jornal da penitenciária. Entre outros prêmios, ganhou o Polk, um dos mais cobiçados do jornalismo americano. Wilbert distinguiu-se não só pela qualidade de suas matérias, como pelas suas campanhas de alfabetização nas prisões. Ele foi também co-diretor do documentário The Farm: Angola, USA, que concorreu ao Oscar. E, como prisioneiro, foi exemplar.
Um dos depoimentos mais incriminadores contra Wilbert foi dado pela refém que se fingiu de morta. Ela disse que ouviu Julia Ferguson implorar a Wilbert que não a matasse, mas ele foi implacável e, antes de esfaqueá-la, teria dito: "Não se preocupe. Vai ser rápido e tranqüilo".
Wilbert admitiu o crime, mas negou o diálogo e que tivesse qualquer intenção de matar ou mesmo de fazer reféns. Contou que o plano dele era trancá-los no cofre, mas um telefonema complicou o assalto e ele decidiu levar os três empregados.
Planejava soltá-los na saída da cidade mas quando diminuiu a velocidade os três pularam do carro e sairam correndo. No pânico, disse Wilbert, ele matou.
Martin Luther King , cujo aniversário foi comemorado ontem, ainda estava vivo quando Wilbert Rideau foi condenado à morte.
Na época não houve nenhum protesto contra o júri só de brancos. Luther King nem se manifestou sobre o caso, mas se não fossem as mudanças provocadas por ele, Wilbert já teria sido executado.
sábado, janeiro 15, 2005
I.S.S.
A exploração do espaço pelo homem, que teve o seu auge durante a guerra fria, certamente tem como um dos seus componentes mais fascinantes (o que também significa dizer vendáveis) a presença física de seres humanos no espaço. Esse objectivo, fruto também de diversas controvérsias entre pesquisadores, recebeu um novo impulso com a divulgação dos esforços internacionais envolvidos na construção, desde 1998, da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), que contará inclusive com a participação brasileira. O grande interessado e responsável pela construção da maior parte da ISS é a NASA, que está capitaneando o projecto.
A construção da ISS envolve o esforço principalmente dos Estados Unidos, Japão e Rússia. A Europa - através da sua agência espacial, a European Space Agency (ESA), que articula 15 países do continente - deverá construir apenas o módulo de uso europeu. Brasil, Canadá e Itália (esta última também integra a ESA) são responsáveis por pequenas partes da ISS. Quando estiver pronta, o que se prevê para 2006, a estação terá o tamanho de 110 por 75 metros. Sua órbita ficará distante 400 km da Terra.
Estações espaciais como a ISS são construídas visando, principalmente, o envio de homens ao espaço. Segundo os defensores dessa ideia, para algumas experiências científicos é imprescindível a presença humana. O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Luiz Gylvan Meira Filho, é um deles. Para ele, "a maravilhosa capacidade do cérebro humano de seleccionar informações e fazer julgamentos não pode ser feita por máquinas" (veja entrevista completa).
Essa opinião é corroborada pelo presidente da NASA, Daniel Goldin, que - em entrevista à revista Galileu, realizada no Rio de Janeiro, durante o 51º Congresso Internacional de Astronáutica - enfatizou que os humanos são mais adaptados, capazes e ágeis do que as máquinas.
Além disso, a presença de pessoas no espaço é algo que encanta muito facilmente a opinião pública, o que acaba facilitando a liberação de verbas para os programas espaciais. Jornais como o Space News, voltado aos aficcionados por temas espaciais, frequentemente publicam cartas de leitores com comentários sobre como seria importante fornecer aos jovens a possibilidade de sonharem com viagens espaciais. Diz uma das cartas publicadas, de autoria de Michael R. Wright, funcionário da NASA: "Enquanto missões com robôs podem nos dar descobertas científicas significativas, elas não irão despertar nossa imaginação sobre o que os seres humanos são capazes de fazer".
No entanto, a ida do homem ao espaço tem muitos críticos, que consideram-na puro desperdício de dinheiro. Um deles é Robert Park que, no livro Voodoo Science: the road from foolishness to fraud (Oxford University Press, 2000), afirma que projetos como o da estação espacial não podem ser justificados a partir de critérios científicos. Ele afirma que todas as funções previstas em estações espaciais - como: fazer observações astronómicas livres das distorções da atmosfera terrestre; monitorar sistemas climáticos; ligar comunicações por todo o globo; fornecer assistência para o direcionamento de navios e aviões; e detectar operações militares clandestinas - podem ser feitas por satélites sem a presença de humanos. "E mais, desde 1984 robôs fazem essas actividades melhor e mais barato do que qualquer ser humano poderá fazer", afirma Park.
A principal característica buscada para os experiencias científicos no espaço é a micro gravidade, a quase ausência de efeitos gravitacionais encontrada no espaço cósmico. Ela seria importante para estudos relativos à fisiologia humana, à cristalização de proteínas e aos tropismos gravitacionais e anti-gravitacionais (raízes de plantas crescem para baixo e ramos crescem para cima). Segundo Park, uma estação como a Mir, que orbita a Terra desde 1986, fez numerosos estudos nesses campos que não significaram nenhum ganho científico considerável.
Como afirma o próprio Daniel Goldin, projectos como o Apollo, que levou o homem à Lua, tiveram propósitos diferentes dos científicos. Ao que parece, projectos como o da ISS têm motivações que vão além das científicas. "O objectivo não revelado da administração Clinton foi o de arrumar emprego para os especialistas russos, que poderiam ficar tentados a vender seus serviços a nações em busca de tecnologias para mísseis", especula Park. Certamente são importantes, entre as motivações, o sonho que nossa cultura alimenta em torno da conquista do espaço. E, claro, isso é muito importante para que o fluxo de financiamentos do governo norte-americano para a NASA não cesse.
A construção da ISS envolve o esforço principalmente dos Estados Unidos, Japão e Rússia. A Europa - através da sua agência espacial, a European Space Agency (ESA), que articula 15 países do continente - deverá construir apenas o módulo de uso europeu. Brasil, Canadá e Itália (esta última também integra a ESA) são responsáveis por pequenas partes da ISS. Quando estiver pronta, o que se prevê para 2006, a estação terá o tamanho de 110 por 75 metros. Sua órbita ficará distante 400 km da Terra.
Estações espaciais como a ISS são construídas visando, principalmente, o envio de homens ao espaço. Segundo os defensores dessa ideia, para algumas experiências científicos é imprescindível a presença humana. O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Luiz Gylvan Meira Filho, é um deles. Para ele, "a maravilhosa capacidade do cérebro humano de seleccionar informações e fazer julgamentos não pode ser feita por máquinas" (veja entrevista completa).
Essa opinião é corroborada pelo presidente da NASA, Daniel Goldin, que - em entrevista à revista Galileu, realizada no Rio de Janeiro, durante o 51º Congresso Internacional de Astronáutica - enfatizou que os humanos são mais adaptados, capazes e ágeis do que as máquinas.
Além disso, a presença de pessoas no espaço é algo que encanta muito facilmente a opinião pública, o que acaba facilitando a liberação de verbas para os programas espaciais. Jornais como o Space News, voltado aos aficcionados por temas espaciais, frequentemente publicam cartas de leitores com comentários sobre como seria importante fornecer aos jovens a possibilidade de sonharem com viagens espaciais. Diz uma das cartas publicadas, de autoria de Michael R. Wright, funcionário da NASA: "Enquanto missões com robôs podem nos dar descobertas científicas significativas, elas não irão despertar nossa imaginação sobre o que os seres humanos são capazes de fazer".
No entanto, a ida do homem ao espaço tem muitos críticos, que consideram-na puro desperdício de dinheiro. Um deles é Robert Park que, no livro Voodoo Science: the road from foolishness to fraud (Oxford University Press, 2000), afirma que projetos como o da estação espacial não podem ser justificados a partir de critérios científicos. Ele afirma que todas as funções previstas em estações espaciais - como: fazer observações astronómicas livres das distorções da atmosfera terrestre; monitorar sistemas climáticos; ligar comunicações por todo o globo; fornecer assistência para o direcionamento de navios e aviões; e detectar operações militares clandestinas - podem ser feitas por satélites sem a presença de humanos. "E mais, desde 1984 robôs fazem essas actividades melhor e mais barato do que qualquer ser humano poderá fazer", afirma Park.
A principal característica buscada para os experiencias científicos no espaço é a micro gravidade, a quase ausência de efeitos gravitacionais encontrada no espaço cósmico. Ela seria importante para estudos relativos à fisiologia humana, à cristalização de proteínas e aos tropismos gravitacionais e anti-gravitacionais (raízes de plantas crescem para baixo e ramos crescem para cima). Segundo Park, uma estação como a Mir, que orbita a Terra desde 1986, fez numerosos estudos nesses campos que não significaram nenhum ganho científico considerável.
Como afirma o próprio Daniel Goldin, projectos como o Apollo, que levou o homem à Lua, tiveram propósitos diferentes dos científicos. Ao que parece, projectos como o da ISS têm motivações que vão além das científicas. "O objectivo não revelado da administração Clinton foi o de arrumar emprego para os especialistas russos, que poderiam ficar tentados a vender seus serviços a nações em busca de tecnologias para mísseis", especula Park. Certamente são importantes, entre as motivações, o sonho que nossa cultura alimenta em torno da conquista do espaço. E, claro, isso é muito importante para que o fluxo de financiamentos do governo norte-americano para a NASA não cesse.
quarta-feira, dezembro 15, 2004
A Busca de Camelot
Antes de chegarmos à Camelot, vamos falar de Tintagel, onde tudo, ou quase tudo começou...Geoffrey de Monmouth identificou como local de nascimento de Arthur o castelo de Tintagel, na costa escarpada da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra. Os céticos acusam: esse castelo foi construído no século XII, muito após o nascimento de Arthur.
Mas as escavações arqueológicas feitas nos cabos íngremes nas cercanias das ruínas do castelo revelaram resquícios de construções de pedra, talvez pertencentes a uma fortaleza de alguma poderosa família Celta. Fragmentos de cerâmica mediterrânea dos séculos V e VI encontrados nessas escavações datariam da época de Arthur, contribuindo assim para endossar a lógica de Geoffrey ao focalizar ali o nascimento de Arthur.
Duas formações rochosas perto do castelo de Tintagel receberam do povo da Cornualha os nomes de Trono de Arthur e Xícaras e Pires de Arthur.
A busca de Camelot, casa e quartel-general de Arthur e sua fraternidade, centralizou-se em Cadbury Hill, um forte da Idade do Ferro sobre um platô de 150 metros de altitude, perto da vila de Somerset (uns 18 quilômetros de distância de onde se localiza o Templo das Estrelas), em South Cadbury.
A colina nunca sediou um castelo nos moldes da Idade Média, porém suas antigas fundações revelam a existência de uma formidável cidadela diversas vezes usada como fortaleza ao longo dos séculos.
Em suas cercanias corre um pequeno rio, em cujas margens Arthur teria travado sua última batalha. Segundo uma teoria alternativa, a batalha de Camlan teria sido travada perto de Camelford, na Cornualha.
A associação de Cadbury Hill a Camelot remonta a John Leland, um antiquário do século XVI que passou grande parte da vida pesquisando histórias arturianas. Em 1542, após uma viagem a South Cadbury, Leland escreveu: “Bem na extremidade sul da igreja de South-Cadbyri (Cadbury) ergueu-se Camalat (Camelot), que um dia foi um castelo ou uma cidade de renome. (...) O povo nada sabe disso, mas ouviu falar que Arthur freqüentava muito Camalat (Camelot).”
Séculos mais tarde, os aldeões de South Cadbury deram ao topo da colina o nome de Palácio de Arthur.
No final da década de 1960, os arqueólogos levaram quatro anos fazendo minuciosas escavações em determinadas áreas de Cadbury Hill, em busca de provas que vinculassem aquele ermo local ao grande rei Arthur, em um projeto que denominaram “A busca de Camelot”.
Descobriram que as quatro grandes cristas feitas pelo homem no alto da colina haviam sido reconstruídas diversas vezes, durante um período de 5 mil anos (exatamente o mesmo tempo em que foram feitas as figuras zodiacais, chamado Templo das Estrelas de Glastonbury).
No século I a fortaleza fora assaltada e capturada pelos romanos, sendo abandonada em seguida. Centenas de anos depois, no tempo de Arthur, os novos habitantes erigiram diversas construções na parte mais elevada da colina (O Palácio de Arthur), incluindo um portal em estilo romano e um grande átrio de madeira.
Mas a estrutura mais sofisticada e surpreendente era um muro construído com madeira e pedra, medindo cerca de 5 metros de espessura e pouco mais de 1.200 metros de extensão. Tanto o projeto como a construção do muro seguiam padrões celtas, e não romanos, sugerindo que fora encomendado por um admirador da arte celta tradicional.
E como não se descobriu na Bretanha qualquer outra estrutura do mesmo porte e tipo, os arqueólogos acreditam que deve ter sido feita por ordem de um governante que dispunha de imensos recursos em trabalhadores e dinheiro.
Naturalmente, essa descrição condiz com a figura do rei Arthur.
“A conclusão inevitável é que [Cadbury Hill] foi a fortaleza de um grande líder militar, um homem em posição única, com enormes responsabilidades e uma mentalidade especial.” – escreveram Leslie Alcock e Geoffrey Ashe, dois arqueólogos e historiadores envolvidos nas escavações da “Busca de Camelot”.
O que foi encontrado nas escavações, não poderiam chamar o proprietário pelo nome de Arthur, porém Alcock e Ashe afirmaram que a questão do nome “não passava de um detalhe”. O homem que governava Cadbury Hill (ou seja, Camelot ou Camalat) nessa espetacular refortificação do século VI, observaram, poderia, mais do que qualquer outro personagem daquela época, ser identificado com Arthur, “uma pessoa com grandeza suficiente”.
Menos de 18 quilômetros de distante de Cadbury Hill situa-se Glastonbury, um lugar sagrado impregnado de magia, que remonta à era pagã. Ali foi o antigo sítio da etérea ilha de Avalon, para a qual Arthur fora levado para que seus ferimentos fossem curados pela fada Morgada. Há muitos séculos ali encerrava-se em uma ilha, cercada por pântanos que depois foram drenados. Seu antigo nome celta Ynis Witrin, ou Ilha de Vidro.
Sem dúvida o rei Arthur, sua távola redonda, seus leais cavaleiros, também sua Avalon, suas sacerdotisas, fadas como queiram, enfim seu reino nos deixaram muitas coisas boas que preenchem nossa alma de alguma forma. Curioso, como tempos remotos nos atingem até os dias de hoje e continuarão atingindo com suas, nossas origens.
Um dia eu estava pesquisando sobre um determinado assunto, e me deparei com um site de escoteiros mirins, e fiquei emocionada da forma com que eles retratam a távola redonda de Arthur. Todos os dias eles se reúnem em volta de sua própria távola para discutirem sobre assuntos ligados ao escotismo, suas próximas missões, enfim uma solidariedade contagiante.
Onde todos são diferentes uns dos outros, ali na távola redonda eram todos iguais e com um mesmo objetivo. Fiquei tão emocionado, que enviei uma mensagem elogiando o belo trabalho. Acho que essas são as verdadeiras provas de que algum dia em tempos antigos, Arthur viveu, e continua vivendo em nossos corações.
Mas as escavações arqueológicas feitas nos cabos íngremes nas cercanias das ruínas do castelo revelaram resquícios de construções de pedra, talvez pertencentes a uma fortaleza de alguma poderosa família Celta. Fragmentos de cerâmica mediterrânea dos séculos V e VI encontrados nessas escavações datariam da época de Arthur, contribuindo assim para endossar a lógica de Geoffrey ao focalizar ali o nascimento de Arthur.
Duas formações rochosas perto do castelo de Tintagel receberam do povo da Cornualha os nomes de Trono de Arthur e Xícaras e Pires de Arthur.
A busca de Camelot, casa e quartel-general de Arthur e sua fraternidade, centralizou-se em Cadbury Hill, um forte da Idade do Ferro sobre um platô de 150 metros de altitude, perto da vila de Somerset (uns 18 quilômetros de distância de onde se localiza o Templo das Estrelas), em South Cadbury.
A colina nunca sediou um castelo nos moldes da Idade Média, porém suas antigas fundações revelam a existência de uma formidável cidadela diversas vezes usada como fortaleza ao longo dos séculos.
Em suas cercanias corre um pequeno rio, em cujas margens Arthur teria travado sua última batalha. Segundo uma teoria alternativa, a batalha de Camlan teria sido travada perto de Camelford, na Cornualha.
A associação de Cadbury Hill a Camelot remonta a John Leland, um antiquário do século XVI que passou grande parte da vida pesquisando histórias arturianas. Em 1542, após uma viagem a South Cadbury, Leland escreveu: “Bem na extremidade sul da igreja de South-Cadbyri (Cadbury) ergueu-se Camalat (Camelot), que um dia foi um castelo ou uma cidade de renome. (...) O povo nada sabe disso, mas ouviu falar que Arthur freqüentava muito Camalat (Camelot).”
Séculos mais tarde, os aldeões de South Cadbury deram ao topo da colina o nome de Palácio de Arthur.
No final da década de 1960, os arqueólogos levaram quatro anos fazendo minuciosas escavações em determinadas áreas de Cadbury Hill, em busca de provas que vinculassem aquele ermo local ao grande rei Arthur, em um projeto que denominaram “A busca de Camelot”.
Descobriram que as quatro grandes cristas feitas pelo homem no alto da colina haviam sido reconstruídas diversas vezes, durante um período de 5 mil anos (exatamente o mesmo tempo em que foram feitas as figuras zodiacais, chamado Templo das Estrelas de Glastonbury).
No século I a fortaleza fora assaltada e capturada pelos romanos, sendo abandonada em seguida. Centenas de anos depois, no tempo de Arthur, os novos habitantes erigiram diversas construções na parte mais elevada da colina (O Palácio de Arthur), incluindo um portal em estilo romano e um grande átrio de madeira.
Mas a estrutura mais sofisticada e surpreendente era um muro construído com madeira e pedra, medindo cerca de 5 metros de espessura e pouco mais de 1.200 metros de extensão. Tanto o projeto como a construção do muro seguiam padrões celtas, e não romanos, sugerindo que fora encomendado por um admirador da arte celta tradicional.
E como não se descobriu na Bretanha qualquer outra estrutura do mesmo porte e tipo, os arqueólogos acreditam que deve ter sido feita por ordem de um governante que dispunha de imensos recursos em trabalhadores e dinheiro.
Naturalmente, essa descrição condiz com a figura do rei Arthur.
“A conclusão inevitável é que [Cadbury Hill] foi a fortaleza de um grande líder militar, um homem em posição única, com enormes responsabilidades e uma mentalidade especial.” – escreveram Leslie Alcock e Geoffrey Ashe, dois arqueólogos e historiadores envolvidos nas escavações da “Busca de Camelot”.
O que foi encontrado nas escavações, não poderiam chamar o proprietário pelo nome de Arthur, porém Alcock e Ashe afirmaram que a questão do nome “não passava de um detalhe”. O homem que governava Cadbury Hill (ou seja, Camelot ou Camalat) nessa espetacular refortificação do século VI, observaram, poderia, mais do que qualquer outro personagem daquela época, ser identificado com Arthur, “uma pessoa com grandeza suficiente”.
Menos de 18 quilômetros de distante de Cadbury Hill situa-se Glastonbury, um lugar sagrado impregnado de magia, que remonta à era pagã. Ali foi o antigo sítio da etérea ilha de Avalon, para a qual Arthur fora levado para que seus ferimentos fossem curados pela fada Morgada. Há muitos séculos ali encerrava-se em uma ilha, cercada por pântanos que depois foram drenados. Seu antigo nome celta Ynis Witrin, ou Ilha de Vidro.
Sem dúvida o rei Arthur, sua távola redonda, seus leais cavaleiros, também sua Avalon, suas sacerdotisas, fadas como queiram, enfim seu reino nos deixaram muitas coisas boas que preenchem nossa alma de alguma forma. Curioso, como tempos remotos nos atingem até os dias de hoje e continuarão atingindo com suas, nossas origens.
Um dia eu estava pesquisando sobre um determinado assunto, e me deparei com um site de escoteiros mirins, e fiquei emocionada da forma com que eles retratam a távola redonda de Arthur. Todos os dias eles se reúnem em volta de sua própria távola para discutirem sobre assuntos ligados ao escotismo, suas próximas missões, enfim uma solidariedade contagiante.
Onde todos são diferentes uns dos outros, ali na távola redonda eram todos iguais e com um mesmo objetivo. Fiquei tão emocionado, que enviei uma mensagem elogiando o belo trabalho. Acho que essas são as verdadeiras provas de que algum dia em tempos antigos, Arthur viveu, e continua vivendo em nossos corações.
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